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Rapariga com Sol

" Há pessoas que transformam o Sol numa mancha amarela, mas há aquelas pessoas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio Sol " Pablo Picasso

Rapariga com Sol

" Há pessoas que transformam o Sol numa mancha amarela, mas há aquelas pessoas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio Sol " Pablo Picasso

31.08.16

...


Margarida

" O importante não é o que suportamos, mas o modo como o suportamos "

 

  Séneca                                              

29.08.16

Remédio Santo


Margarida

Se não serve para mim, imagino que também não sirva a outros. Refiro-me à crítica.

De nada e a ninguém serve apenas criticar. Se critico, devo anunciar o modo como soluciono para a minha vida os motivos da minha crítica.

Desde nova, habituei-me a lidar com a responsabilidade da minha vida, sem culpar pai ou mãe, brinco com os desastres matrimoniais, aceitei sem temer longos anos de obscuro silêncio porque sabia serem necessários para aprender a luz, sem no entanto me sentir iluminada. Aliás desconfio muito dos iluminados, nunca aceitei "mestres", jamais oro por palavras alheias.

 

Ainda fica muito por dizer que deixo há imaginação de quem lê.

O resultado deste meu viver é; - parecer 10 anos mais nova do que diz o calendário (sem plásticas ou silicone), nunca esmoreci o azul dos meus olhos, faltei um dia ao trabalho, estive ou estou doente, aliás recuso qualquer doença. Para o conseguir; - não sigo a corrente," gosto da periferia " sou pelas minorias, abraço filhos e árvores, outras pessoas nem por isso, só os meus queridos " estrelinhas" e nem todos, leio tudo, mas nem tudo me convém, sou crítica e embirro fácilmente, tenho uma resma de palavras obscenas no meu vocabulário e, se não as posso formular, mando tudo pro "cesto da gávea". Odeio fingimentos e boas intenções. Enfim ! nunca mais acabava.

 

Deixo a palavra a quem sabe.

Sherry Anderson e Patricia Hopkins, entrevistaram mulheres cuja vida e espiritualidade, eram uma inspiração para outras mulheres. No seu livro " The Feminine Face of God " dizem:

 

".... A comunhão com o divino é uma experiência profundamente pessoal e misteriosa...e há vários modos de se abrir para o mistério. Algumas oram a sós....Algumas oram em voz alta, outras em silêncio. Algumas oram em recinto fechado, outras fora.... Algumas seguem as liturgias e dizem as preces da sua juventude, ao passo que outras inventam novas liturgias...Algumas entoam suas preces, outras dançam as preces...."

 

 

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Antes que acabe, digo eu, faço luto pelo que acaba e dói, oro pelo futuro e faço-o dançando ao som da minha música.

Claro que um dia vou morrer, mas isso faz parte da minha condição humana, há-de ser um zás-catrapáz ou obrigo a outra a regurgitar-me.

 

 

 

      

27.08.16

Serenai-vos, oh! Gentes Insanas.


Margarida

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Nada falta para transformar, ou quase, tudo é definitivamente estúpido, corrosivo, podre. Faltam-me adjectivos.

Diga eu o que disser, vão pensar que é só isso, uma opinião no meio de milhares, portanto digo, os acontecimentos, certas vidas, são o grande Big Brother de que Orwell falava.

 

Aqui, como no resto do mundo, assisto aos que apelidam os outros de pocilga, sem perceberem nada de lama ou varas, nem entenderem o que Orwell escreveu.

 

Ainda outros, que alarem suas tristes maleitas com foros de sensacionalismo editorial, dando-se ao luxo corrosivo de " sem cabelo, já com algum cabelo, sem próteses, agora pareço filha do meu pai, e agora vamos todas em preto e branco " etc.

Quando, se calarem e já não houver mais capas sensacionalistas, assuntos de treta, a depressão será tão grande que a doença voltará a instalar-se, e , mesmo assim, calculo, as portadoras não perceberam que melhoras mesmo, é estar calada.

 

E eu só leio as capas senhores! só vejo telejornais, tenho uma amiga no Facebook,  porque a rapariga ficou longe e é adita exclusivamente a essa treta, mails, para ela dá muito trabalho. Não sigo o blogueiramente correcto, estou-me nas tintas para a opinião da maioria, e raso os olhos de água quando assisto impotente a tanta dor mundo fora.

 

Agosto chega ao fim, sempre o considerei mês de mau agoiro. Recolho-me às leituras e ao silêncio q.b. e penso como o Lama;

 

"Enquanto permanecer o espaço

Enquanto permanecer um ser vivo

Até lá, possa eu também permanecer

E dispersar as misérias do mundo"

 

 

 

24.08.16

Nada Mais a Acrescentar


Margarida

 

 

 

Justicia de los hombres! yo te busco

      pero solo te encuentro

en la "palabra" que tu nombre aplaude

mientras te niega tenazmente el "hecho"

 

- Y tú, dónde resides? - me pergunto

con aflicción -, justicia de los cielos !

cuando el pecado es obra de un instante

   y durará la expiación terrible,

   mientrras dure el Infierno !

 

 

ROSALIA DE CASTRO

 

 

 

 

21.08.16

Ser Feliz


Margarida

Há palavras com as quais convivo desde sempre, e com elas me sinto solidária.

Palavras antigas, porque antigo é o tempo das minhas palavras.

Escrever um diário (como este) não é exorcizar o medo da solidão, pelo contrário, é aproximar-me dela, convicta e profundamente solitária, a solidão transformada em solitude.

Entre muito cansaço e caixotes mudei de casa, vou abrindo e desempacotando ilusões, alguma saudade e também muitas alegrias.

Um dia, convenci-me que iria ser eternamente feliz, sem saber ainda que apenas existem “momentos felizes”. Tive um filho, depois outro, empenhei-me na tarefa de ser mãe, vivi ( e vivo ainda) as suas alegrias, sofri com as suas frustrações e ensinei-lhes que não eram derrotas, fui uma mãe companheira nas suas adolescências.

Pensei que seria tranquila e feliz,quando pudesse ir viver na minha casa do sul com vista larga para o mar, pensei que seria feliz, quando já não fosse preciso buscar com tanta necessidade o pão diário.

Pelo meio, nunca pensei no amor dependente de alguém ao meu lado para ser feliz, considerei-os desafios a vencer.

Hoje, a minha vida, não são as ilusões que vou desempacotando, muito por contrário, são sim os obstáculos com que a vida me presenteou para que eu soubesse que felicidade é a penas “ o caminho” o meu caminho.

 

Já não tenho a linda casa virada para o mar, ainda tenho um filho que vai precisando de mim, e digo; quando R estiver na sua casa, então….. pura ilusão. Continuo a lutar pelo pão diário como o fiz desde que me lembre de mim, das muitas andanças da vida encontrei e casei com um homem (novamente) não prevendo que ele tinha casado com os meus haveres, a vida já não tinha como me ensinar a caminhar, senão derrubando-me de vez, para que ao erguer-me, então, eu soubesse o valor da felicidade numa viajem que se quer solitária, sem olhar para o angulo das coisas, antes feita de rectas numa paisagem feita só de linhas onde estilhaço muitas coisas, e logo no mesmo instante as refaço, uma a uma, com novas cores e novos traços.

Não fico à janela a ver o tempo passar, morro um pouco em cada dia como convém a qualquer mortal e amo-me profundamente com os olhos rasos de água.

Sintra, Fevereiro de 2001.

 

PS- O texto ainda faz todo o sentido, não morri e continuo dura de roer e saltitante de alegria.

 

 

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18.08.16

Olimpeidos


Margarida

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Nos próximos Jogos Olimpicos vou participar no salto de cavalo encarpado de chicharro com saída de xaputa, e aposto já que trago o ouro.

 

 

 

16.08.16

Andar com a Lua


Margarida

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Desde ontem, ando a cantar num restolho de flamengos e magoados boleros, como se estivesse no cimo de Espantaperros e num castelhano das Berlengas.

Ora isto não é normal, se procurar sinais de loucura, encontro. Ando a precisar dois estalos pra ver se acordo deste estertor doentio e espanholado, porque como o povo sempre disse ; de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. Não é que ande à procura de man, mas mém assim, desconfio da cantoria.

Raio, que se passa ? pergunto eu à minha garganta a precisar de urgente gargarejo, ah! mulher olha a Lua, a Lua !

Lua Trig a Marte;

You could find that you…..

nunca, é mentira.

Lua Trig a Júpiter;

A great time to be with….

com quê? Vá diz, com quem?

Lua Trig a Neptuno;

Everything  conspire….

Ah, não querem lá ver, já cá faltava.

 

 

Fuck yoursef  Luna, fuck you.

 

 

 

15.08.16

Calor a quanto obrigas.


Margarida

 

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A primeira vez que fui a África,tinha dezoito anos, estive três meses em Lourenço Marques, e sofri um choque térmico de tal maneira que tive de ser vista por um médico que vaticinava; é do calor, é do calor, e de nada valeu o ambiente chiquê da Polana, a piscina e as mordomias, o que quis foi pirar-me o mais rápido que pude jurando não lá voltar.

Enganei-me, voltei várias vezes com o mesmo inconveniente.

 

Agora, que neste bairro de treta onde moro, com vista pro largo da Igreja, me sinta como se estivesse novamente em África, levou-me a pedir a nossa senhora da ventoinha do ar condiciona e da frescura perpetua, ajuda.

 

 Anseio que chegue o Outono, para fazer aquilo que os demais que amam a canícula fazem.

Ir á praia, sentar-me nas esplanadas, beber um copo e assim.

 

Cada um ama o que pode.

 

 

 

 

08.08.16

Ritaaa Voltaaa !


Margarida

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Fiz anos no sábado, mais um, não é dia de bolo com velas nem muitos abraços, cinco ou seis no máximo e rarissimamente, almoços ou jantares.

Assim instituí, assim se cumpre. Efeito de muitos aniversários, pascoas e natais solitários, de que não me queixo, mas de que ganhei o hábito.

 

Mas, é dia de livros novos, todos já sabem que não devem comprar nenhum livro sem consulta prévia aqui à je, segundo eles, "porque sou esquisitóida com os autores".

Claro que às vezes também me engano com a literatura de sebenta que me sai, não de cordel, porque literatura de cordel era boa. Mas não com esta Autora, das escritoras louras que saíram a público, quase todas ao mesmo tempo, esta é a única que leio.

Vou na página 143, este é um livro para ler devagar tal é a trapalhada deliciosamente ordenada como a Autora navega nas memórias, questiono-me é se toda a gente perceberá tudo, é preciso ter idade e perspectiva suficiente para certas partes da narrativa.

 

Já passei pela delicia do "pinchavelho" e outras, mas confesso estou a ficar farta da Pó, fartinha, nem sei  mesmo se conseguirei aguentar esta Pó até ao fim que me parece será mesmo o fim, também não sei a quem a Rita se parece; se a Pó de tão longilinea se a António de roliça, mas isso não vem ao caso.

O caso é que sempre que leio Rita Ferro digo como o outro,

 

Ritaaaaaa  Voltaaaaaa !

 

 

 

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